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Aplicativos de saúde valem a pena?

Updated: Jul 14

A telemedicina vem como uma inovação em saúde, vinculando tecnologia com um atendimento médico de qualidade



Com a constante evolução da tecnologia, cada âmbito de nossas vidas se liga a ela. E a saúde não poderia ser diferente. Seu grande diferencial é a facilidade ao acesso de dados médicos, além de quebrar barreiras geográficas para que todo paciente possua um atendimento de qualidade, sem precisar viajar de uma zona rural até centros metropolitanos, por exemplo.


Através da mesma, exames são entregues de forma digital. Em aplicativos como a ehDoc, um usuário pode guardar todo seu histórico de saúde, o deixando disponível em consultas nacionais e internacionais.


Este acesso de informações agrega no atendimento médico, com a agilidade na troca de dados sobre o paciente. Assim, especialistas podem realizar interconsultas para opiniões sobre um paciente e seu histórico de saúde, melhorando a precisão dos diagnósticos.


Telemedicina como facilitadora de saúde


Outro fator entre as vantagens da telemedicina está a aproximação entre pacientes, médicos e profissionais da saúde. A diminuição da distância e o acesso a medicina de qualidade em zonas rurais ou pouco inóspitas do Brasil.


Através da telemedicina podemos levar os melhores médicos do país, a diferentes regiões de Norte a Sul. O custo reduzido, amplia as possibilidades de atendimento, afinal, o médico só precisa de acesso à internet, um celular ou notebook, permitindo que as consultas sejam realizadas em seu próprio escritório a nível nacional.


Entrevista com Dr. Jefferson Fernandes, consultor da ehDoc e referência em telemedicina no Brasil.


ehDoc: Dr Jefferson, como a telemedicina vai afetar a saúde brasileira nos próximos anos?


Dr Jefferson Fernandes: telemedicina é medicina, com a diferença de que é praticada através de tecnologias de informação e comunicação, com médico e paciente em lugares distintos. Este modelo de cuidados à saúde tem suas especificidades, benefícios e limitações. Portanto, o médico que irá utilizá-la deve ser capacitado para tal. Com a pandemia da Covid-19 foi possível iniciar, no Brasil, a teleconsulta - médico direto ao paciente, através de lei válida durante a pandemia. Isto trouxe benefícios enormes, principalmente por permitir o atendimento das pessoas sem que elas precisassem sair do conforto e segurança de seu domicílio. Afinal, a orientação tem sido “mantenha distância física”, “fique em casa”, principalmente para os idosos.


ehDoc: Quais os benefícios da telemedicina para os brasileiros?


Dr Jefferson Fernandes: Os benefícios experimentados pelos pacientes, profissionais da saúde e serviços de saúde indicam claramente que a telemedicina, em todas suas modalidades, veio para ficar. Já está sendo discutido no Congresso Nacional uma nova lei que permita, de forma definitiva, a utilização da telemedicina, principalmente a teleconsulta, de forma permanente no país. A segurança jurídica que esta legislação trará, permitirá um crescimento ainda maior da telemedicina da telessaúde. Tornará possível seguir ampliando o acesso aos serviços e profissionais da saúde, trazendo maior resolutividade dos problemas de saúde, coordenação do cuidado às pessoas e organização dos sistemas de saúde, entre outras vantagens.


ehDoc: Quais ações são necessárias para a expansão da telemedicina no Brasil?


Dr Jefferson Fernandes: As melhorias que a telemedicina traz para a eficiência dos sistemas de saúde precisa ser acompanhada de outras ações, como, por exemplo, o acesso das informações de saúde de cada cidadão nos diversos locais onde ele é atendido. Hoje, em cada local de atendimento, sejam unidades de saúde, clínicas ou hospitais, o registro das informações clínicas é feito em prontuários específicos, que não “conversam” com outros sistemas. Desta forma, quando o paciente se dirige a uma outra instituição, é muito difícil ou até impossível, ter acesso às informações prévias. Isto traz potenciais riscos e necessidade de repetir exames, por exemplo.


ehDoc: Qual a relação dessa tecnologia em atendimentos, principalmente em acidentes e urgências?


A existência de soluções, como a da ehDoc, onde o prontuário é realmente “do paciente”, como hoje é preconizado, traz maior segurança e eficiência nos diversos atendimentos que ele possa necessitar. Os médicos ou serviços de urgências podem ter acesso a informações prévias do paciente que poderão fazer toda a diferença em um determinado momento. Não há dúvidas que a telemedicina irá se expandir no Brasil, por ela atender inúmeras necessidades dos cidadãos brasileiros. E onde existem necessidades, estão também as oportunidades, para todos.


Existem uma série de evidências científicas e do mundo real que mostram que a telemedicina contribui na redução das desigualdades sociais e geográficas nos cuidados à saúde. Programas de assistência podem ser implantados ajudando as pessoas que moram em áreas mais remotas ou rurais, onde a disponibilização de serviços de saúde é precária. Mesmo em centros maiores ela pode contribuir, tendo como exemplo o programa RegulaSUS do Ministério da Saúde, realizado em alguns estados. Neste programa especialistas prestam teleconsultoria a médicos que atuam na atenção primária, suporte que permite a estes que sigam cuidando dos pacientes sem precisar encaminhar a determinada especialidade. Com isto, as filas de espera, para estas consultas, tem sido reduzidas de forma significativa. No Rio Grande do Sul, este programa já reduziu a fila de espera para consulta a um neurologista de 647 dias para apenas 42 dias. Os aplicativos também tem desempenhado um papel importante ao levarem para o cidadão, acesso a soluções digitais que contribuem com os cuidados à sua saúde, seja para promoção e prevenção a saúde ou para monitoramento e acompanhamento de doenças.


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