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Sobre a Natureza e o Cérebro


No dia mundial do Cérebro, é recompensante lembrar dos escritos do neurologista e escritor Oliver Sacks1 em seu livro Everything in Its Place: First Loves and Last Tales.


“Todos nós já passamos pela experiência de vagar por um jardim exuberante ou por um deserto atemporal, caminhar à beira de um rio ou oceano, ou escalar uma montanha e nos encontrar ao mesmo tempo acalmados e revigorados, engajados na mente, revigorados no corpo e no espírito... Em quarenta anos de prática médica, descobri que dois tipos de “terapia” não farmacêutica são de vital importância para pacientes com doenças neurológicas crônicas: música e jardins”.


Oliver Sacks relata que já observou um homem com síndrome de Tourette, afligido por graves tiques verbais e gestuais, ficar completamente livre de sintomas durante uma caminhada no deserto; uma mulher idosa com doença de Parkinson, que muitas vezes se encontra “congelada” em outro lugar, não só pode facilmente iniciar o movimento no jardim, mas começa a escalar as rochas sem ajuda.


“Não posso dizer exatamente como a natureza exerce seus efeitos calmantes e organizadores em nossos cérebros, mas tenho visto em meus pacientes os poderes restauradores e curativos da natureza e dos jardins, mesmo para aqueles com deficiência neurológica profunda. Em muitos casos, os jardins e a natureza são mais poderosos do que qualquer medicamento.”


Oliver Sacks (July, 1933 –August, 2015).

Dr Jefferson G Fernandes

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